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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2019

948 em 22/5/2019  

Donos de agência de turismo aplicaram golpes que podem chegar a meio milhão de reais

Estelionatários

Enno Sales e João Paulo Guimarães, donos da JPE, tiveram prisão preventiva pedida à Justiça 

Pode chegar a meio milhão de reais o valor de um golpe aplicado por uma agência de turismo Fortaleza contra dezenas de clientes que compraram pacotes de viagens par destinos locais e outros estados brasileiros. Os empresários sócios da JPE Turismo, João Paulo Guimarães e Enno Sales, tiveram prisão preventiva solicitada à Justiça pela Polícia Civil.

Na Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDE), cerca de 50 pessoas já prestaram queixa-crime contra a empresa e seus donos. São pessoas que foram enganadas ao comprar pacotes para diversos destinos turístico e foram enganadas. Pagaram por passagens aéreas, hospedagem e deslocamentos e não usufruíram dos serviços contratados juntos à agência.

Conforme as autoridades, cerca de 95 Boletins de Ocorrência (B.Os.) já foram registrados sobre o fato. Um dos lesados informou nesta quinta-feira (9), que até os bilhetes de passagens aéreas recebidos da agência eram falsos. O cliente só descobriu que havia caído no golpe ao chegar ao Aeroporto Internacional Pinto Martins para o embarque e foi informado que não havia reserva alguma no voo em seu nome.

Além de inquérito já em andamento na Delegacia de Defraudações e Falsificações, muitos clientes enganados também registraram queixa no Decon. O Ministério Público Estadual (MPE), portanto, também está apurando o caso.

Ausentes

Mas, nesta quinta-feira, os dois empresários dono da JPE Turismo não compareceram a uma audiência marcada pela Promotoria de Justiça, frustrando os clientes que ali estavam em busca de recuperar o dinheiro perdido na compra dos pacotes turísticos. Somados, os prejuízos individuais podem ultrapassar a cifra de R$ 500 mil.

João Paulo Guimarães e Enno Sales deverão ser indiciados por crime de estelionato, previsto no artigo 171 do Código Penal Brasileiro (CPB), com pena prevista de um a cinco anos de reclusão.

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