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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2019

1.295 em 18/7/2019  

Carros importados e até avião faziam parte dos bens de investigados por fraude milionária nos cofres da Caixa em Fortaleza

avião - PF

Este avião havia sido comprado por um dos investigados na operação

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Pelo menos, 11 automóveis de luxo como Posche, BMW e Maserati, foram também confiscados pela PF por determinação da Justiça Federal durante a "Operação Fidúcia", na manhã de hoje

Onze carros de luxo importados e até um avião. Este foram alguns dos bens apreendidos na manhã desta terça-feira (24) pela Polícia Federal na operação que visa desarticular uma organização criminosa que teria desviado até R$ 100 milhões dos cofres da Caixa Econômica Federal (CEF) em Fortaleza. Dezessete pessoas foram presas por ordem do juiz federal Francisco Luís Rios Alves, da 32ª Vara Justiça Federal, entre eles, quatro gerentes de agências da CEF, além de outros funcionários, empresários e "laranjas" do bando.

Enriquecimento ilícito e “lavagem” de dinheiro, corrupções ativa e passival, estelionato e evasão de divisas são alguns crimes que as autoridades começam a apurar. O pátio interno da Superintendência da PF, no bairro de Fátima, ficou pequeno para abrigar os “carrões” dos investigados. Somente um deles estaria avaliado em R$ 1,2 milhão.

A PF e o MP agora vão se debruçar sobre a vasta documentação e computadores apreendidos durante a “Operação Fidúcia” realizada com a mobilização de 50 policiais federais, entre delegados, agentes, escrivães e inspetores. De uma só vez, a Justiça expediu 56 mandados de prisão preventiva e temporária, de condução coercitiva e de busca e apreensão. Os nomes dos investigados, porém, são mantidos em sigilo.

Segundo a PF, através de operações bancárias fraudulentas de empréstimo e financiamento, a quadrilha teria desviado R$ 100 milhões dos cofres da Caixa, utilizando diversos artifícios criminosos como a constituição de empresas de “fachada”, utilização de “laranjas” e também dando como garantia nas operações bancárias bens inexistentes.

A operação “Fidúcia” começou bem cedo, por volta de 6 horas, quando os policiais, divididos em várias equipes, se dirigiram aos endereços das pessoas investigadas e às suas empresas. Também foram recolhidos documentos em agências da própria Caixa.

Funcionários da instituição bancária federal participavam do esquema criminoso aprovando as operações fraudadas, em troca de parte do dinheiro. Os volumes liberados eram divididos com os integrantes da quadrilha.

Na tarde desta terça-feira, os presos durante a operação foram conduzidos à sede da Perícia Forense do Estado (Pefoce) para serem submetidos a exames de corpo de delito.

Defesa

O advogado criminalista Leandro Vasques, representante jurídico de 10 dos 17 presos na operação, informou que, ainda nesta quarta-feira (25) vai ingressar no Tribunal Regional Federal da Quinta Região, em Recife (PE), com um pedido de concessão de habeas corpus para um dos suspeitos que teve prisão preventiva decretada. Outro cliente dele, na mesma situação, foi detido pela PF no Rio de Janeiro e Vasques informa que irá vai requisitar, a princípio, seu recambiamento para Fortaleza.

Em relação aos suspeitos que tiveram prisão temporária decretada, Vasques já impetrou junto ao juiz federal local, o pedido de habeas corpus. Outros que foram conduzidos coercitivamente à sede da PF já foram liberados depois de prestar depoimento. Sobre as prisões, o criminalista foi enfático ao afirmar que, "foram custódias prematuras, precoces. A prisão é uma medida de exceção. O que me surpreende é que as pessoas foram arrebatadas de suas casas, presas, sem que, ao menos, tivessem sido chamadas anteriormente para prestar esclarecimentos. São primárias, nunca haviam se envolvido em qualquer investigação. Não vejo isto como uma medida razoável".

Ver matéria anterior no blog:

PF deflagra operação em Fortaleza e desarticula organização criminosa que fraudou a Caixa Econômica em R$ 100 milhões

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