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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2019

724 em 20/4/2019  

Tribunal solta cinco dos 17 suspeitos de fraude milionária nos cofres da Caixa em Fortaleza

Martelo da Justiça

A decisão de soltar os presos na operação da PF foi do Tribunal Regional Federal

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Ricardo Carneiro, tido como o chefe da quadrilha, permanece preso

Durou menos de dois dias a prisão temporária de, pelo menos, cinco dos 17 suspeitos de envolvimento em uma fraude milionária contra os cofres da Caixa Econômica Federal no Ceará. Depois de capturados pela Polícia Federal na manhã de terça-feira passada (24), durante a “Operação Fidúcia”, cinco dos investigados receberam habeas corpus da Justiça Federal e voltaram à liberdade.

A decisão judicial foi tomada pelo desembargador federal Rogério Fialho, componente do Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região, sediado em Recife (PE). O grupo formado por Odilon Pires Soares, superintendente regional da Caixa no Ceará; Jaime Dias Frota Filho, gerente geral; Egberto Bossardi Frota Carneiro, empresário; Flávio Bonfim Benevides, também empresário; e André Luís Bastos Praxedes, recebeu seus respectivos alvarás de soltura ainda na noite de quarta-feira (25), e deixou a sede da PF nos primeiros minutos de hoje.

Todos foram soltos mediante a concessão de habeas corpus impetrados junto àquele Tribunal Federal pelos advogados cearenses Leandro Vasques, Waldir Xavier, Holanda Segundo e Ademar Júnior.   Na petição, eles alegaram a desnecessidade das custódias, já que os investigados sequer haviam sido chamados pelas autoridades a prestar qualquer esclarecimento antes da prisão. Além disso, todos já prestaram depoimento à PF e se mostraram dispostos a colaborar com a apuração do caso. Para completar, os advogados ressaltaram que todos são primários, com residência fixa e profissão definida.

Além dos cinco suspeitos já liberados da prisão, outros investigados que haviam sido conduzidos coercitivamente à sede da PF na manhã de terça-feira, já haviam sido soltos logo após prestarem depoimento.

Já os cinco investigados apontados como principais integrantes do esquema criminoso que desviou cerca de R$ 100 milhões da CEF, tiveram prisão preventiva decretada e seguem presos. Quatro deles foram apanhados em Fortaleza e o quinto em São Paulo. São eles: Ricardo Alves Carneiro, apontado como o chefe da organização criminosa; seus irmãos Fernando Hélio Alves Carneiro e Diego Pinheiro Carneiro; além do empresário e piloto de automobilismo José Hybernon Cysne Neto e Israel Batista Ribeiro Júnior, gerente de pessoa jurídica da CEF.

O golpe

A investigação da PF que teve início em 2013, descobriu que a quadrilha desviou até R$ 100 milhões da CEF através de operações como financiamento e empréstimos em nome de várias empresas de “fachada”, todas do ramo da construção civil. A documentação era forjada e os servidores da caixa (gerentes e superintendentes) liberavam o dinheiro para a organização criminosa liderada por Ricardo Carneiro. Até mesmo os imóveis que, no papel, eram dados como garantia para os financiamentos, sequer existiam ou existem.

O grupo ostentava muito dinheiro, comprando imóveis e automóveis importados, de luxo, além de transferir dinheiro para contas em bancos do exterior. Onze carros e até um avião foram apreendidos durante a operação.

A PF descobriu que somente um dos envolvidos tinha 18 CPFs falsificados.

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