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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará 2017

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Atualizado em 18/12/2017  

PM é preso em flagrante suspeito de falsificação de documentos públicos

 policial preso

 Policial foi detido em Messejana FOTO: Divulgação

Uma investigação sigilosa da Polícia Civil resultou na prisão, em flagrante, de um policial militar na manhã desta quarta-feira(17), em Fortaleza. O militar é suspeito de envolvimento em crime de falsificação de documento público, cuja pena varia de dois a seis anos de prisão. O PM foi detido quando saía de uma gráfica, localizado no bairro Messejana, onde teria ido apanhar um carimbo falso em nome de um gestor público.

Estrangeiro preso no Ceará por crime organizado tentou chantagear a Justiça brasileira

Farhad Marvizi, O ¨Tony¨, iraniano radicado nos Estados Unidos e preso no Ceará por comandar uma organização criminosa envolvida em assassinatos, contrabando, sonegação de impostos e falsificação documental em Fortaleza, tentou mais uma vez enganar as autoridades da Justiça brasileira.

Encarcerado na Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Mossoró, no Rio Grande do Norte, Marvizi tentou mais uma de suas artimanhas para conseguir ser levado para seu país de origem. Segundo uma investigação sigilosa feita pela Polícia Federal, ele teria informado que membros da facção criminosa PCC, também presos em Mossoró, estariam articulando o sequestro do ex-marido da Presidente Dilma Rousseff, o advogado Carlos Araújo, em São Paulo. Foi uma chantagem, segundo as investigações. Em troca de dar detalhes do suposto plano de sequestro, o iraniano iria pleitear sua extradição.

A PF chegou a dar proteção ao ex de Dilma, mas logo foi descoberto que tudo não passava de mais uma trapaça do estrangeiro. Dilma Rousseff teria, inclusive, ficado muito preocupada ao receber o informe.

Para quem não sabe que é Farhad Marvizi aí vai seu histórico criminal no Ceará. É acusado de ter ordenado a tentativa de assassinato do então chefe de fiscalização aduaneira da Receita Federal em Fortaleza, o auditor fiscal José Jesus Ferreira, crime ocorrido em dezembro de 2008, no bairro Varjota, nesta Capital.

Investigações da época descobriram que Marvizi determinara a morte do servidor federal em represália às ações fiscalizatórias da Receita que apontavam o envolvimento dele em contrabando de artigos de informática e telefonia celular em grande escala. As multas chegaram a R$ 2 milhões.

Essa descoberta levou as autoridades policiais locais a desmantelar uma organização criminosa que teria o iraniano como chefe. Ele se associara a alguns policiais militares que passaram a fazer sua segurança pessoal e, em seguida, iniciaram uma sequência de assassinatos contra quem cruzasse o caminho do iraniano, seja como concorrente comercial ou inimigo pessoal. O bando foi desarticulado através da Operação 'Canal Vermelho', realizada pela PF em 2010, neste Estado.

Marvizi está condenado a 20 anos de prisão pela Justiça Federal, por tentativa de assassinato contra o auditor. Por medida de segurança, foi transferido para o presídio federal de Mossoró. Seus cúmplices permanecem presos. Entre as muitas mortes atribuídas ao estrangeiro e à sua quadrilha está o que vitimou o empresário cearense Francisco Francélio Holanda Filho, que era o dono da loja 'American Celular', na Avenida Domingos Olímpio.

Francélio foi perseguido, emboscado e fuzilado dentro de sua caminhonete importada na noite de 8 de julho de 2010, na Aldeota. Outras vítimas do bando foram o comerciante e ex-sócio de de Marvizi, Carlos José Medeiros Magalhães e sua esposa, Maria Elizabeth Almeida Bezerra, executados, a tiros, dentro de casa, no Conjunto Esperança, em 2009. Mais um crime atribuido a Marvizi e seu grupo teve como vítima Francisco Cícero Gonçalves de Sousa, o 'Paulo Falcão', morto em uma suposta queima-de-arquivo, em sua pizzaria, na Vila Manuel Sátiro, em 2 de junho de 2009.

No ano passado, o juiz federal Danilo Fontenele, da 11ª Vara da Justiça Federal no Ceará, determinou o leilão de vários bens do iraniano, entre eles, cinco veículos, um deles, uma caminhoneta importada avaliada em mais de R$ 100 mil.