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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará 2017

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Atualizado em 18/12/2017  

Reforço de tropas federais pode aumentar para mais seis Municípios cearenses no próximo domingo

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O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE) encaminhou pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, para ampliar o número de Municípios cearenses que receberão reforço de tropas federais para a segurança nas eleições do próximo domingo (26), pelo segundo turno para governador e presidente. O pedido está sendo analisado e a decisão pode ser conhecida nas próximas horas. No último domingo (19), aquela Corte já havia determinado a presença de contingente do Exército em Fortaleza e mais quatro Municípios da Região Metropolitana; Caucaia, Maranguape, Maracanaú e Pacatuba. As tropas já estão na Capital cearense. Foram deslocadas de Pernambuco, Piauí e de Crateús (CE) e aqui se juntarão aos efetivos locais, totalizando 2.500 homens.

Conforme as autoridades, foi solicitado que o reforço da segurança através de tropas federais seja estendido aos Municípios de Aracati, no litoral Oeste; Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha, no Cariri; Sobral, na Zona Norte; e Crateús, nos Sertões de Crateús.

Caso o TSE acate o pedido do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará, o Exército provavelmente terá que aumentar o efetivo a ser empregado na operação. Na última terça-feira, o comandante da 10ª Região Militar, general Marco Antônio Freire Gomes, confirmou que 2.500 homens serão empregados na Operação Eleições na Capital cearense e sua Região Metropolitana. Este efetivo irá se somar a um contingente de aproximadamente 10 mil homens das Polícias Civil e Militar do Ceará, além do trabalho específico da Polícia Federal, que montou várias bases operacionais no Estado.

Falhas graves

A presença das tropas federais foi solicitada, inicialmente, pela Procuradoria Regional Eleitoral, sendo endossada pelo governador do Estado, Cid Gomes. O reforço teria como objetivo impedir a repetição de fatos ocorridos no primeiro turno, quando, segundo Ministério Público Estadual (MPE), houve “graves falhas” por parte da Polícia Militar no policiamento da Capital e das outras quatro cidades da RMF, deixando as patrulhas de circular pelas ruas e impedir a “boca de urna” (compra de votos), propaganda irregular de candidatos e transporte ilegal de eleitores, entre outros delitos eleitorais.

Uma milícia

Já o governador do Estado, Cid Ferreira Gomes, foi mais além, ao denunciar que uma “milícia” instalada dentro da PM teria agido de forma ilegal, cometendo abuso de autoridade, prisões ilegais, indisciplina e uso ilegal de equipamentos (viaturas) do Estado em favor da coligação oposicionista ao candidato Camilo Santana (PT). Uma advogada chegou a ser presa ilegalmente por uma patrulha da PM na porta de uma secção eleitoral, em uma escola pública no bairro Parangaba, em Fortaleza, sendo literalmente jogada dentro de um “camburão” do Ronda do Quarteirão e levada para a sede da Polícia Federal, onde acabou liberada já que não ficou configurado nenhum tipo de flagrante de crime.

No dia seguinte, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-Ceará), denunciou o caso e exigiu a expulsão dos militares envolvidos no incidente.

Já o governador do Estado, que havia pedido licença do cargo para trabalhar em favor do candidato de sua coligação, decidiu retornar às suas atividades imediatamente um dia após o pleito para, segundo ele, tratar pessoalmente das providências legais e disciplinares a serem adotadas contra os policiais militares que teriam agido abusivamente e com fins “politiqueiros”, segundo ele, nas eleições. Dois dias depois, Cid Gomes exonerou do cargo o chefe da Controladoria de Disciplina dos Órgãos da Segurança Pública e do Sistema Penitenciário do Estado do Ceará, delegado federal Santiago Amaral, por este, supostamente, ter se recusado a instaurar investigação uma contra os policiais militares.

Após a saída de Amaral, a Controladoria e o próprio Comando Geral da PM instalaram investigações disciplinares contra 13 oficiais da Corporação que, segundo as autoridades, teriam agido ilegalmente nas eleições. Entre os investigados, um coronel, um tenente-coronel e vários tenentes.

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