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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará 2017

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Atualizado em 18/12/2017  

Polícia tenta identificar vândalos que incendiaram mais um ônibus em Fortaleza

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O ônibus foi atacado na Rua E do Conjunto Paraíso Verde, no bairro Siqueira, na madrugada de hoje

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Em poucos minutos, o coletivo se transformou em ferros retorcidos e calcinados. Os vândalos fugiram

A Polícia Civil faz investigações conjuntas com os setores de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) na tentativa de identificar e prender os responsáveis pelo incêndio criminoso em mais um ônibus na Capital. O mais recente episódio de violência e vandalismo ao patrimônio ocorreu no começo da madrugada desta quarta-feira (11), quando um coletivo, que fazia a linha Siqueira, foi atacado na comunidade conhecida como Conjunto Paraíso Verde.

Segundo informações colhidas pela Polícia Militar no local do incidente, pelo menos, quatro bandidos surgiram de moto e abordaram o motorista do coletivo. Ameaçado com armas apontadas em sua direção, o motorista teve que parar o veículo e descer juntamente com a trocadora e os passageiros.

Em seguida, os incendiários entregaram ao motorista um bilhete que deveria ser entregue à Imprensa. Segundo as testemunhas, o motorista acabou ficando ferido nas costas pelas chamas colocadas no ônibus. Ele acabou jogando o bilhete no fogo.

Este foi o segundo caso do gênero em menos de um mês. O primeiro ocorreu no último dia 28 de fevereiro, quando uma quadrilha cerco um coletivo no bairro Planalto Pici, por volta de 16h30, e destruiu o coletivo com gasolina e coquetéis molotov.

Recado

Assim como no caso da madrugada de hoje, no primeiro episódio os bandidos também deixaram com o motorista um bilhete. O manuscrito foi entregue à Polícia e seu teor revelado. O bilhete informava que o atentado ao ônibus seria uma represália e, ao mesmo tempo, um aviso do crime organizado.

Quem escreveu o bilhete reclamava no tratamento dispensado aos detentos recolhidos em vários presídios da Grande Fortaleza. Exigia providências por parte da Secretaria da Justiça e nominava uma das autoridades, a atual coordenadora do Sistema Penitenciário, Socorro Matias, exigindo que ela tome providências contra supostos maus-tratos aos presos em unidades prisionais da RMF.

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