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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará 2017

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Atualizado em 18/12/2017  

Tesoureiro do BB sofre sequestro "sapatinho" em Sobral

A Polícia Civil de Sobral (230Km de Fortaleza), em conjunto com a Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), investiga um caso de sequestro ocorrido naquela cidade da zona Norte do Estado. O tesoureiro da agência do Banco do Brasil daquele Município (nome não revelado) informou que, na noite de segunda-feira (14), ele e sua família foram sequestrados por uma quadrilha formada por quatro bandidos armados. Rendido, o funcionário foi levado até a casa de sua mãe, onde a família também foi feita refém.

Ainda de acordo com o relato do tesoureiro, ele e seus parentes ficaram sob a mira de armas durante a madrugada inteira de terça-feira (15). Somente por volta de 6 horas, parte da quadrilha deixou a residência, levando a mãe, uma irmã, um sobrinho do tesoureiro, além da empregada doméstica da residência. O local para onde os reféns foram levados não foi ainda revelado. Já o tesoureiro teve que seguir com um dos bandidos até a agência do BB de Sobral, onde ele foi obrigado a fazer a retirada de uma grande quantidade de dinheiro e entregar ao criminoso. Depois disso, o tesoureiro foi libertado e orientado a não informar o caso à Polícia.

"Sapatinho"

Na linguagem policial, o sequestro ocorrido em Sobral é do tipo conhecido como "sapatinho", isto porque é um crime silencioso, a Polícia geralmente só toma conhecimento do caso depois que o delito foi praticado e os autores já fugiram. O pavor do refém em ver sua família nas mãos de criminosos e sob ameaça de morte, impede que a Polícia seja acionada a tempo de intervir.

Há cerca de dois meses, fato semelhante ao ocorrido em Sobral aconteceu na cidade de Baturité, onde o gerente de uma agência bancária foi sequestrado numa noite de domingo e permaneceu junto com a família em poder de criminosos. A família foi levada para um cativeiro fora da cidade e o gerente somente libertado após, no dia seguinte, ir ao banco com um dos ladrões, retirar uma grande soma dos cofres da agência e entregar ao bando.

Esta é uma das modalidades de ataque que os assaltantes de banco têm utilizado no Ceará para roubar dinheiro das agências. Contudo, os registros de "sapatinhos" são baixos em relação a o outro tipo de ação criminosa, as invasões a agências e postos bancários seguidas de explosão dos cofres e caixas eletrônicos. Neste ano, já foram registrados 37 ataques a esse tipo de estabelecimento financeiro. Em vários deles, os criminosos também atacaram os destacamentos da Polícia Militar, atirando contra policiais e viaturas e, assim, impedindo qualquer reação dos PMs.

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