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Hora da Polícia e do MP acabarem com a ação da 'Máfia' de cambistas de abadás na micareta de Fortaleza

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Em alguns Estados, a Polícia tem reprimido a ação dos cambistas de abadás

Faltando apenas uma semana para a realização da micareta em Fortaleza, evento apoiado formalmente pelo Governo do Estado e pela Prefeitura de Fortaleza, bem que as autoridades da Segurança Pública (polícias Civil e Militar) e do Ministério Público (este, responsável pela defesa do consumidor) poderiam seguir os passos e tomar como exemplo a ação aplaudida em todo o País realizada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, que desarticulou a 'Máfia" de cambistas de ingressos para a Copa do Mundo Fifa 2014.

Com a chegada da semana da micareta, Fortaleza é literalmente "invadida" por verdadeiras quadrilhas formadas por cambistas de vários Estados brasileiros, principalmente da Bahia, Pernambuco e do Rio Grande do Norte. São pessoas que aqui chegam e, não se sabe como, conseguem adquirir dezenas, centenas ou mesmo milhares, de abadás e ingressos que permitem o acesso dos foliões aos blocos, camarotes e outras festas locais.

Enquanto os blocos limitam a venda de apenas dois abadás para qualquer cidadão (através de cadastro do CPF) - basta checar isso nas lojas e balcões de vendas dos blocos -, os cambistas conseguem facilmente se apoderar de grande parte dos estoques das fantasias e ingressos,  e passam a vendê-los por preços exorbitantes, até três ou quatro vezes mais que o cobrado pelas empresas que administram os blocos.

E esta venda abusiva, e ilegal, acontece nas barbas das autoridades, sem que nenhuma providência seja tomada. O local mais tradicional dessa ilegalidade é a Praça Portugal, que fica tomada de vendedores já acostumados a exercer essa prática abusiva. São cambistas experientes e com atuação interestadual, pelo menos a maioria. Eles vivem disso. Percorrem o Brasil inteiro onde há micaretas e grandes shows artísticos, multiplicando seus ganhos à custa da especulação, ilegalidade e abuso, numa afronta ao Código do Consumidor e praticado outras condutas ilícitas como estelionato ("obter para si, vantagem ilícita em prejuízo alheio, artigo 171 do Código Penal Brasileiro). Isso, sem contar os transtornos que causam à cidade, principalmente em relação ao trânsito. Há relatos também de consumidores que falam de terem comprado abadás e entradas falsificados.

Em alguns Estados, como Santa Catarina, Rio Grande do Norte e Bahia, essa prática vem sendo combatida pelas autoridades. Vamos esperar que aqui o cenário mude e as autoridades resolvam agir.