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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará 2017

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Atualizado em 18/12/2017  

EXCLUSIVO: Exames de DNA realizados pela Pefoce confirmam que corpo encontrado era de Débora Lohany

Pefoce hoje

A equipe de especialistas trabalhou durante todo a sexta-feira até o começo da madrugada de hoje

Débora sumida

A menina foi raptada na noite de 27 de março e o corpo encontrado ontem (7) no bairro Cocó

Saiu nas primeiras horas da madrugada deste sábado (8) o resultado dos exames de comprovação e análise de DNA no corpo de uma criança, em avançado estado de decomposição, localizado na manhã de sexta-feira (7) nas margens da Avenida Almirante Henrique Saboia, a Via Expressa, no bairro Cocó, em Fortaleza.  Conforme os especialistas em genética penal  da Perícia Forense do Estado do Cear´pa (Pefoce), o cadáver é mesmo da menina Débora Lohany de Oliveira, 4 anos.

Por determinação do Secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Estado, André Costa; e do perito-geral da Pefoce, Ricardo Macedo, os especialistas trabalharam de forma integrada e ininterrupta desde o momento em que o corpo foi recolhido do local do crime. Ainda na manhã de sexta-feira, a mãe da menina desaparecida, Daniele Oliveira, e a avó,  foram levadas até a sede da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e ali os peritos recolheram amostras dos DNAS das duas para que fosse feita a comparação genética, o que resultou em positivo.

Os legistas agora vão trabalhar na tentativa de esclarecer como ocorreu a morte da menina, muito embora as condições sejam difíceis tendo em vista o estado de putrefação do corpo. O cadáver passará, inicialmente, por um processo de congelamento antes de ser necropsiado na Coordenadoria de Medicina Legal (Comel).  O exame pode acontecer ainda neste sábado. Contudo, os indícios iniciais são de que Débora pode ter sido morta asfixiada e pauladas ou pedradas.

Investigar

O trabalho da Polícia Civil acontece em paralelo ao da Pefoce. As investigações estão sendo realizadas pela equipe da Delegacia de Combate aos Crimes de Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa), em parceria com a DHPP e o Departamento de Inteligência Policial (DIP). Os delegados Ivana Timbó (Dececa), Luiz Carlos Dantas e Renê Andrade (DIP), além dos investigadores da DHPP preferem trabalhar em sigilo para tentar chegar aos autores do crime.

Uma varredura foi feita no entorno do local onde o corpo da menina foi encontrado. A Polícia tentar obter imagens que possam revelar o momento em que o ou os assassinos passaram com a criança pela via até o ponto exato onde deixaram a criança já morta ou a mataram no local.

Com a comprovação do DNA atestando ser mesmo o corpo de Débora Lohany, o objetivo agora é identificar e prender os assassinos. O DNA dele poderá ser identificado nas vestes ou mesmo no corpo da criança.