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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará 2018

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Atualizado em 20/7/2018  

Agentes prisionais denunciam que trabalham com armas de fogo que não atiram

Agentes penitenciários cearenses denunciam as péssimas condições de trabalho que enfrentam para o desempenho de suas atividades e para a proteção pessoal. Em um vídeo que ganhou repercussão nas redes sociais, um servidor mostra que armas de fogo cedidas pela Secretaria da Justiça e da Cidadania (Sejus)  aos agentes apresentam falhas.

A denúncia dos agentes ocorre apenas quatro dias depois de um atentado que teve como vítimas a ex-coordenadora do Sistema Penitenciário, Socorro Matias, e seu esposo, que também é agente penitenciário e que acabou sendo ferido a tiros.  O fato ocorreu na tarde do último domingo (17), quando criminosos usando submetralhadoras e fuzis abriram fogo contra a residência do casal, no bairro João XXIII, na zona Sul da Capital.

No vídeo, um homem que se identifica como agente penitenciário, mas não aparece na gravação (identidade preservada), mostra o estado das pistolas usadas pelos servidores. A pistola que ele manuseia é acionada várias vezes, mas falha e  o disparo não acontece.

Cobrança

Nesta terça-feira (19), a secretária da Justiça e da Cidadania, procuradora de Justiça Socorro França, manteve uma reunião com representantes da categoria e com a ex-titular da Cosipe, Socorro Matias, alvo do atentado de domingo. A secretária anunciou que o estado vai acautelar (ceder) para 2.160 agentes novas armas de fogo que foram adquiridas pelo estado através do Fundo Penitenciário Estadual.

Também na audiência, Socorro Matias, que foi diretora do Presídio Feminino Desembargadora Auri Moura Costa, em Aquiraz (Região Metropolitana de Fortaleza), cobrou do governo garantias de vida diante do atentado sofrido em sua residência.

A Polícia Civil, através da 11ª Delegacia da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP)< já investiga o fato. O atentado foi filmado por câmeras instaladas em residências próximas à casa dos servidores da Sejus. Bandidos são vistos atirando com fuzis e submetralhadoras e, em seguida, fogem num carro roubado e que usava placas clonadas. Minutos depois do fato, o veículo foi encontrado abandonado no mesmo bairro onde ocorreu o crime.