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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2018

3.968em 20/10/2018  

Cheiro de impunidade: após três anos da morte de empresário, acusados do crime não foram julgados

Rivadávio 7

O casal foi preso após a Polícia descobrir a trama que resultou no assassinato do empresário

Três anos após um assassinato que teve ampla repercussão na Imprensa cearense, o caso segue sem julgamento. A morte do empresário Antônio Rivadávio Teixeira Moreira ocorreu no dia 28 de março de 2015, quando o corpo dele foi encontrado em seu apartamento. No bairro Vila União. Uma complicada investigação policial resultou na descoberta de que a vítima foi assassinada numa trama entre sua ex-esposa e o amante dela.

Naquele dia, Antônio Rivadávio, empresário do ramo de empresas de dedetização industrial e comercial, foi morto com vários golpes de faca em sua própria cama. A Polícia descobriu que naquele dia, Claudênia da Silva Rodrigues foi ao apartamento do ex-marido apanhar as filhas do casal para juntas passarem o fim de semana, conforme acordo judicial feito após a separação.

Contudo, o amante dela, e ex-funcionário da vítima, Thiago Almeida Gomes, foi visto também entrando no prédio. A mulher saiu com as filhas e o suspeito deixou o local depois e sozinho. Uma empregada de Rivadávio chegou, em seguida, e encontrou o patrão esfaqueado e morto no quarto.

Da data do crime até hoje, a família do empresário luta por justiça. O casal teve prisão preventiva decretada diante das provas colhidas pela Polícia Civil no inquérito que se transformou em processo e hoje tramita numa das Varas do Júri de Fortaleza.

Tribunal negou

No último dia 21, o Tribunal de Justiça do Estado do Ceará negou, por unanimidade de votos, todos os recursos interpostos pelos advogados dos réus. Segundo Ubiratan Teixeira, irmão da vítima, a negativa representa uma grande vitória da justiça. "Travamos durante esses quase três anos do ocorrido, uma intensa luta jurídica para que os assassinos Claudênia e Thiago se mantenham presos e que sejam devidamente punidos conforme as determinações legais", explica.

Conforme Ubiratan Teixeira, a família está agora lutando para que Claudênia e Thiago sejam levados ao Tribunal do Júri ainda neste semestre. “Como todos sabem, a assassina se encontrou com o comparsa na manhã daquele dia 28 de março na casa dela e saíram juntos para a casa do meu irmão, onde ela deixou a porta aberta do apartamento para que o marginal pudesse entrar e executar a vítima”, lembra.