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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2019

948 em 22/5/2019  

Ex-mulher de empresário e o amante serão julgados pelo assassinato dele. Vítima foi morta a facadas quando dormia

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Claudênia e Thiago, quando participavam da reconstituição do assassinato do empresário 

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Rivadávio Teixeira foi assassinado, quando dormia, na manhã do dia 28 de março de 2015

A Justiça marcou para o próximo dia 5 de junho o julgamento do casal apontado como responsável pelo assassinato do empresário cearense Antônio Rivadávio Teixeira, assassinado a facadas quando dormia em seu apartamento, em Fortaleza, na manhã do dia 28 de março de 2015. A ex-mulher da vítima, Claudênia da Silva Rodrigues, e seu amante, Thiago de Almeida Gomes, sentarão no banco dos réus acusados de homicídio triplamente qualificado e, cada um, pode receber uma pena de até 30 anos de prisão.

O assassinato do empresário, que era do ramo de dedetização, aconteceu, segundo investigações da Polícia, de forma premeditada. A ex-mulher pretendia se apossar de um seguro de vida que o ex-marido havia feito, e com esse dinheiro desfrutar do seu caso amoroso com Thiago, que era funcionário da empresa da vítima. O caso teve ampla repercussão na Imprensa local na época em que foi consumado.

Como fazia de 15 em 15 dias, Claudênia foi ao condomínio onde o ex-marido tinha um apartamento e ali morava, situado na Avenida Luciano Carneiro, bairro Vila União. Entrou sem nenhuma dificuldade no prédio, sob o argumento de que iria buscas as filhas do casal para passarem juntas o fim de semana (com o fim do casamento, as filhas preferiram permanecer na companhia do pai).

Faca cravada

No entanto, logo após a mulher entrar no condomínio, o amante também chegou ali e estava vestido com a farda da empresa de dedetização na qual trabalhava e que pertencia a Rivadávio. Para a Polícia, a mulher facilitou a entrada do amante para que ele pudesse chegar ao apartamento e matar o patrão.

Rivadávio estava dormindo no quarto quando recebeu vários golpes de faca. O assassino deixou a arma cravada no corpo do empresário e fugiu logo após a saída de Claudênia. A empregada doméstica do empresário chegou logo depois e encontrou o patrão morto, enquanto as filhas dormiam no quarto ao lado.

O casal foi indiciado em inquérito e teve prisão preventiva decretada pela Justiça.