Levando a sério o jornalismo 24 horas por dia.

Homicidômetro - Assassinatos no Ceará 2017

4.555

Atualizado em 21/11/2017  

Controladoria compra modernos equipamentos eletrônicos para investigar policiais cearenses

A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos da Segurança Pública e Sistema Penitenciário (antiga Corregedoria) acaba de firmar contrato com uma empresa particular. Objetivo: aquisição de um conjunto de equipamentos  para a "coleta, reprodução e armazenamento de evidências e provas (de crimes) em áudio e vídeo em alta qualidade".

Tradução, o órgão, responsável essencialmente, em apurar delitos e/ou desvios funcionais de policiais civis, policiais militares, bombeiros militares, peritos criminais e auxiliares, além de agentes penitenciários do Estado, está se modernizando e buscando, cada vez mais, não deixar 'furos' na hora de investigar e punir os servidores da Segurança Pública.

Ainda de acordo com o contrato, tais equipamentos vão permitir aos corregedores ter acesso a provas de áudio (gravações) e vídeo (filmagens) "com alta qualidade, com capacidade de transmissão e recepção digital COFDM sem fio, gravação e gerenciamento remoto".

O contrato foi firmado com uma empresa denominada ARV Lourenço Comércio de Produtos de Segurança Limitada  (CNPJ número 808.771.850/0001-03), a quem caberá fornecer ao órgão os equipamentos necessários para as investigações "eletrônicas". A partir de agora, os corregedores terão à sua disposição ferramentas de maior qualidade para xeretar os servidores investigados, seja através de reprodução de conversas, seja através de vídeos de flagrantes de policiais e agentes na prática de atos ilegais e desvios de conduta funcional. Resumindo: estão todos sendo observados e vigiados em suas funções.

O contrato com a tal empresa tem valor estimado em R$ 198.800,00, que devem ser pagos em até 10 dias após a entrega dos equipamentos e das respectivas notas fiscais. O contrato já foi assinado por representantes da ARV e pelos representantes da Controladoria.

Oficialmente, a Controladoria foi criada em 23 de fevereiro de 2011 e, de lá até hoje, já insaturou centenas de processos administrativos-disciplinares que resultaram em dezenas de expulsões de policiais acusados de crimes comuns e desvios funcionais graves.